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AVISO AOS NAVEGANTES
DE mudança para... http://perolasdamadruga.wordpress.com/
Escrito por Karen Abe às 23:41
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LENTE DE AUMENTO

Responder com azedume aos contratempos da vida é como lançar carcaça às hienas. Vorazes, obstinadas, agressivas e em sua maioria fêmea; andam em bando à espreita, com um largo sorriso nos lábios, a cochichar da vida alheia. Seu prazer é vil, articuladamente estúpido. Indiferença lhe coloca “os pêlos de punta”. Familiar? Observo os animais para entender o bicho homem. Por vezes se misturam a ponto de não haver distinção. Pobres animais.
Escrito por Karen Abe às 01:53
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ALÍVIOS

Teia de intrigas Por muitas vezes estive aqui. E de muitos modos me fiz presente. Mas nunca e talvez com tamanha lucidez e veracidade como no dia de hoje. Nesse lugar comum, onde o incomum se refaz e castiga. Sinto-me tola. Desenganada. Atordoada. Perdida. A transbordar. Exalando minha culpa, minha crendice estúpida e teimosa na bondade humana. De ferida aberta, sufoco um choro miúdo e doido. Lástimas, lágrimas e um abismo de “porquês”. Apenas sem respostas. Eles tecem! Não há o que fazer! Eles tecem e voltam a tecer! Intrigantes teias de uma teia de intrigas...
Escrito por Karen Abe às 00:43
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Espaços

Alguém me disse para viver de coração aberto. Mas, esse mesmo alguém só me mostrou como viver pela metade. Dividi cama, prazeres e alguns finais de semana. Ensinou-me gramática desconhecendo das palavras a intimidade. Deixei-me embriagar e quebrei regras. De pronto, aprendi o sarcasmo dos meus desenganos. Cobrou-me com azedume. Fez me sentir culpa. Meio doce meio azedo, distraiu meus pensamentos. Fitou-me pelas costas no batente. Deixou a porta entreaberta. Voltei. Fez buscar palavras, cinemas, teatros e outros passatempos. Foi guia de viagens, abrigando-se num largo sorriso amarelo. Admiti saudades dos seus dengos e carinhos. Retrucou ao seu modo, pelo viés de uma deselegância esperta. Respirei por semanas. Despertei um pensamento: esse alguém que me mostrou como viver de coração aberto ainda não sabe abrir o coração para viver. Já está chovendo! O meu está aberto... vagabundo ou não já está.
Escrito por Karen Abe às 04:51
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REFLEXÕES

Cansei de poesia... Vamos viver? rs
Escrito por Karen Abe às 00:48
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CURTINHOS
Aos poucos, os primeiros raios de sol tocaram as pontas da vasta cabeleira. Em segundos o travasseiro, os lençóis, a cama, os móveis e o quarto foram invadidos pela aurora. Os pés despertaram num delicado deslizar. Iam e vinham. O braço pousou no vazio. O corpo suspirou de solidão. Relutou ao abrir os olhos. Estavam pesados, húmidos, mareados de tristeza. O coração pulsava disritimado, baixinho, quase calado. Na boca o azedume misturava-se com a saliva. Estava só, nú, no abandono do quarto. Entregue ao seu próprio equívoco. Infortúnio ao qual fora premiado. Contorcia-se de dor. Negava, mas sentia. Não havia mais poesia. A música se calara. Emudecera a vida. Apenas seu respirar ofegante. Sentia frio num calor de 40 graus. Tremia. Um suor gelado escorreu por sua fronte. Lágrimas banharam a vasta cabeleira. Depois o travesseiro, os lençóis, a cama, os móveis e o quarto. Tudo eram lágrimas e o Mar Morte ali se refez. Os pés agora deslizavam rumo à superfície. O braço esticado buscava a saída. O corpo submerso relutava nas águas. A escuridão arrematava seus olhos. O peso do arrependimento comprimia seu peito. Debatia-se. Mas era sugado ao fundo. Impelido de regressar à vida. Faltava-lhe o ar. Aos poucos, a inércia tomou sua alma. Desfaleceu de tanto desamor.
Escrito por Karen Abe às 01:25
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POESIAS
Não me julgues. Sou assim. meio doce, meio azeda... inconstante por natureza estupidez de impulsividade sonolência nas manhãs pensamentos nas tardes angustias nas madrugadas... sou o céu, sou o inferno o claro e a escuridão sou o amor eterno mas nunca jurado errante louca amiga amante Não me julgues. Sou assim. E teimo em não ser mais... pra não perder o bem querer de um nobre rapaz.
Escrito por Karen Abe às 03:08
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SENTIMENTOS PERDIDOS

Saudade é... vocábulo de brasilidade; dor dos que partem; martírio dos que ficam; soluço dos que amam; cárcere dos que esperam; castigo dos que se vão; crime dos que causam; acompanhante dos que vivem na esperança latente do reencontro nos braços e abraços de um peito já dormente
Escrito por Karen Abe às 16:54
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POEMAS

O Crack Vi ontem um bicho Na imundice do pátio Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa; Não examinava nem cheirava: Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão, Não era um gato, Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era meu filho.
* releitura do poema "O Bicho" de Manuel Bandeira
Escrito por Karen Abe às 16:44
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POESIAS

Por hora, tudo está fora do lugar. Suspenso. Incômodo. Incerto. Não há aromas ou sabores. Apenas o silêncio e um enorme branco. Memórias vêm, se despem e se despedem. O tempo para e convida a angústia. O peito se contrai. O corpo se contorce. Está frio... um frio cinza. Os olhos estão cerrados. Meus pés deslizam sem rumo sobre os lençóis... Chegará o momento de despertar?
Escrito por Karen Abe às 23:48
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POESIAS
Ontem, comprei um ponto final. Recebi um ponto de interrogação de troco. Desejo respirar. Preciso de uma vírgula... ou melhor ,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,
Escrito por Karen Abe às 21:26
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REFLEXÕES

Nada somos, frente aos medos e incertezas que nos torturam.... Mas somos "muito", diante dos sonhos que cultivamos e projetos que realizamos...
Escrito por Karen Abe às 11:46
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CURTINHOS

Muito chego a pensar... e volto a vagar na demência que conforta... porque na verdade pouco a eles importa, se "uma criança Sorridente, feia e morta estende a mão..." é natal, festa... só mais um na multidão...
Escrito por Karen Abe às 03:40
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CURTINHOS

quando a doçura rompe o fel a mágoa se esvai os olhares se cruzam e o amor floresce novamente
Escrito por Karen Abe às 23:49
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CURTINHOS

Muitas são as delicias dessa vida, mas nada se compara ao prazer das curvas que por mim esperam em uma certa estrada singela, atemporal fálica e mágica entre as montanhas do vale e as águas do paraíba
Escrito por Karen Abe às 20:16
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