Salve! Salve! Meu GPS deu tilt! O caldo do mingau engrossou demais por essas bandas!
Tava ralo. Ralinho de dar dó. Mais minguado que a minha conta bancária.
Aí, me aconselharam a por mais leite. Eu pus. Mais maisena. Eu pus. Gritaram farinha! Eu pus sem hesitar. E foram me aconselhando a por mais isso, mais aquilo. E eu fui pondo. Fui pondo. Fui pondo. Até que a papa passou de mingau a cimento! Bateu no esôfago. Caiu seco no estômago. Deu uma indigestão da-na-da!
Fiquei um mês conversando com o tal. Até me acostumei. Eu acordava. Ele me dizia bom dia. Eu ia trabalhar. Ele ia comigo. Eu ia pro cinema. Ele topava na hora. Eu ia dormir. Ele sussurrava um boa noite.
Aí passou. Ufa! Que alívio! Mas depois deu uma tristeza, um sentimento de vazio, de solidão. Percebi que o mardito era um companheiro pra todas as horas. Passei a sentir falta. Corri psicólogo, terapeuta, pai de santo, pastor, monge. Gastei uma nota de tempo e nada.
Os meses foram passando. O mingau virando lembrança. Um dia, andando pelas ruas do centro, topei com um churrasco grego. Daqueles bem encorpados! Não resisti. Mandei pra dentro. Na horinha, a gordura chamou aquela nausea gostosa. Hoje, estamos juntos a quatro meses!
ps: pra quem disser que não tem pé, nem cabeça... vá cuidar do seu mingau! ou do seu churrasco grego! ou sei lá o que...